A negação da justiça no nosso sistema judicial
Sou um dos arguidos do processo contra os nacionalistas a ser julgado em Monsanto. Antes de mais quero dizer que não sou skin, nem nunca fui, e apesar de tal não ser crime deixo esse esclarecimento. Não sei qual o objectivo, sobretudo da imprensa, em catalogar este processo como "dos skins" já que a maioria dos arguidos, que confesso nem conheço, julgo também não o serem.
Sei que essa designação carrega consigo uma carga negativa, que não corresponde à realidade, e que por isso se trata de mais uma forma de discriminação: cataloga-se todos como skins, ou seja "elementos associados a distúrbios", e portanto à partida condenados nem que seja na opinião pública. Dessa forma essa mesma opinião pública, diferente da opinião publicada, aceitará melhor as possíveis condenações.
Mas não é verdade que o que esteja a ser julgado em monsanto sejam apenas actos violêntos ou, como disse um inspector da judiciária, algo relacionado com "terrorismo ideológicamente motivado".
Os factos que esses inspectores trouxeram ao julgamento relacionavam-se, quase todos, com encontros e manifestações, relações de amizade ou escritos na internet. Classificar isto como "terrorismo" só pode ser escola do Rui Pereira, que também o fez em relação ao caso do milho transgénico, o que é obviamente um disparate. Se o fizesse em relação à tentativa de ataque à sede do PNR, por encapuçados munidos de cocktails molotof, teria tendência a estar de acordo.
Em relação à actividade pública e política dos nacionalistas não. Falar de "terrorismo", com aquela leviendade, quando não ha assassinatos selectivos de políticos ou bombas a rebentar em Portugal, é no mínimo caricato. Ainda que, pelo andar da carruagem e da maneira como se abriu as portas do país a todo o tipo de gente, é provável que isso seja apenas uma questão de tempo. Depois não venham dizer que "bem avisaram", chamando "nacionalistas" à ETA, porque esses é que são terroristas, não activistas políticos.
Mas a negação da justiça a que me quero referir não tem a ver com isso, apesar de ser óbvia a perseguição política e manipulação judicial do processo desde o seu primeiro minuto. Refiro-me ao facto como decorrem - todos - os julgamentos em Portugal. Um juiz, ou grupo de juízes, sentado na mesma mesa do representante do Ministério Público, que pelos vistos anda sempre junto com aqueles, não me parece correcto. Mas não é essa a questão, aliás bastante discutida penso eu, que julgo ser motivo de não se conseguir justiça em tribunal.
Como é que é possível que as testemunhas de acusação, sobretudo os técnicos da Polícia Judiciária, sejam confrontados directamente apenas pelos advogados? Porque é que os próprios arguidos, os melhores conhecedores dos factos de que são acusados, não podem interrogar directamente as testemunhas?
Imagine-se um julgamento de um cientista que durante 10 anos se dedicou a estudar determinado fenómeno. Chega-se a tribunal e quem pode interrogar alguém que o acuse de alguma coisa relacionada com a sua área? Um advogado que nunca entrou sequer no planetário. Imagine-se o tipo de perguntas ou a forma como facilmente um procurador ou inspector da judiciária manipula, ou mente, a seu bel prazer. Ao cientista resta-lhe, depois, fazer as suas alegações finais, no entanto sem que estas contem para a produção de prova.
Eu assisti a episódios no mínimo caricatos: supostos técnicos informáticos da PJ a afirmarem - sob juramento! - que chegaram à identificação de determinado indivíduo através do IP do computador apreendido. Ora, antes de mais, com uma busca a um disco rigído (que foi o que foi feito, nem sequer uma peritagem) não é possível saber o IP de determinado site, blog ou mensagem. Além disso, qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento de informática sabe que um IP não determina, ou prova, quem é o seu utilizador. Acresce que em Portugal a quase totalidade dos IP são dinâmicos - ao contrário do que afirmou o referido "técnico" da PJ - , pois um IP (e até um computador) pode ser usado por várias pessoas diferentes. Já nem vou entrar no campo do "wireless" ou das "networks" porque não vale a pena.
Mas, por exemplo, imagine-se um caso em que esteja a ser julgada uma ameaça feita por SMS de telemóvel. Determinada pessoa recebe uma mensagem de um número, apresenta queixa, e a polícia descobre de quem é o número que enviou a mensagem. Faço a resslva que não foi isso que se passou no nosso processo, porque nem sequer se chegou ao "número emissor". Mas a pergunta é, descobrindo o dono do telemóvel emissor é certo que isso o torna suspeito, mas será que prova - e a questão é provar e não suspeitar - que tenha sido o proprietário a fazer a ameaça? Então e se a companheira, ou um colega ou amigo, pegou no telemóvel e enviou a SMS? Condena-se o inocente porque os técnicos da PJ "tinham a certeza absoluta, segundo a sua convicção e anos de experiência", e porque é necessário um culpado à força?
No Tribunal de Monsanto assistiu-se a algo parecido, mas de uma forma muito mais susceptível de manipulação, vista a postura dos referidos inspectores: era necessário acusar, justificar uma acusação ignóbil, e portanto qualquer coisa servia para justificar a incrível perseguição política que foi movida contra os arguidos. Mesmo dizer que "pela minha vasta experiência técnica concluí que o IP indicado pertencia a determinado arguido". Uma mentira descarada, e facilmente desmontável, caso fossem os próprios arguidos a contra-interrogar, no momento, e não advogados (e já agora procuradores e juízes) que pouco se sentem à vontade no complexo mundo da internet.
E também por aqui, nestes meandros, se assistiu a uma forma de injustiça e não à completa descoberta da verdade. Tudo ficou muito no ar, deixado para a interpretação própria do colectivo (imagine-se que dois dos juízes são intolerantes comunistas?), baseado em opiniões de pseudo-peritos da judiciária que mais não vieram que fazer o frete ao Ministério Público, e assim se acrescentou mais uma "discriminação" num processo que é política até ao tutano.
Claro que essa vertente política de um processo estúpido e mafioso está camuflada pelos tais "crimes conexos", que também os há, e que a serem provados devem ser condenados. Mas coisa muito diferente foi a forma como o inquérito foi feito, como a acusação está construída, e sobretudo a forma como se tratou os arguidos no Tribunal de Instrução Criminal: mal foram ouvidos, com acusações falsas e levianas, e logo se os meteu na cadeia (preventivamente, claro).
Mais tarde, todas essas falsas acusações, levantadas no TIC, simplesmente desapareceram da acusação ou vieram a revelar-se uma absoluta nulidade durante o julgamento. Mas a injustiça estava feita e já tinha passado mais de um ano, com os arguidos em prisão preventiva ou domiciliária, e foi também por isso que o juiz João Felgar resolveu terminar com essas medidas pouco tempo depois do julgamento iniciar.
Veremos no final se serão reparados alguns dos erros - porque outros são tão profundos e estimgatizantes que já não é possível - e se alguns nacionalistas vão ser alvo de compensações como têm sido algumas figuras da sociedade portuguesa, nomeadamente ligadas ao Partido Socialista.
PREC - Processo de Repressão Em Curso - 2008
Esse processo é aquilo que pode ser apelidado de uma autêntica vergonha, típica de estados totalitários ou de não-direito, talvez o sonho de Sócrates e seus correligionários africanos!
Claro que essa ideia é muito subtil, e vai sendo ignorada por quase todos, incluindo políticos e comentadores, mas sobretudo pelos tecnocratas que se servem de questões técnicas para, isoladas de tudo o resto, proclamarem que a justiça segue o seu rumo, um rumo idêntico ao de um avião descontrolado, ou manipulado por controlo remoto, que transporta 36 passageiros sem direito a companhia aérea decente.
Um pequeno exemplo de terceiro-mundismo: os 12 arguidos aos quais foram aplicadas medidas de coacção a 18 de Abril de 2007 nem sequer um simples papel explicativo da sua situação tiveram direito a receber quando foram sujeitos a prisão preventiva ou domiciliária (ainda para mais uma exigência expressa na lei, que os arguidos devem receber cópia com detalhes sobre a hora, local, etc, dos crimes de que são suspeitos, sob pena de nulidade, para que possam a partir daí iniciar a defesa legal dos seus direitos).
Pelo meio, livros e revistas apreendidos, buscas ilegais a escritório de advogado, buscas na sede de um partido político, uma série de procedimentos que, apesar de típicos do Terceiro Mundo (onde nos parecemos inserir), eram até aquele dia inéditas em Portugal: alguém ouviu falar de buscas no Largo do Rato a propósito da máfia dos bingos brasileiros que financiavam o PS? Ou a propósito da detenção de um dirigente socialista suspeito de pertencer a uma rede pedófila? Ou a propósito da fuga de Fátima Felgueiras para o Brasil ou da morte de Sousa Franco num evento partidário do PS? Para usar um termo de comparação, lembra-se do caso dos polícias que foram a um sindicato apenas pedir informações sobre uma manifestação? Pois, deu azo a semanas de manchetes, a debates de comentadores e comunicados do Governo, mas sobre a rusga à sede do PNR, nada!
Entretanto, ávidos de acusar e condenar um grupo de pessoas que pensa e se expressa de maneira diferente do politicamente correcto instituído, o Estado arranja um colectivo especial para fazer o julgamento em regime exclusivo: três juízes e uma procuradora dedicados em exclusivo a acusar e discutir sobre determinada frase ou intenção ("pretendia", "afirmou", "escreveu", "pensava", etc). Já agora, quanto custa aos contribuintes um colectivo em exclusivo?
O julgamento começou com sessões diárias, durante dois meses, para se tentar terminar o julgamento antes de Mário Machado ser libertado, por força do novo CPP, como foram centenas de suspeitos de pedofilia, homicídios, tráfico de droga, raptos, etc., e assim manter a sua situação de prisão durante o julgamento e mesmo durante um hipotético recurso.
O Colectivo de Juízes, quando se apercebeu que tal não seria possível, fez o papel de justo e bom e decretou a libertação do Mário Machado, tratando-se no entanto de hipocrisia, pois o mesmo seria libertado daí a semanas e sem as actuais medidas de coacção restritivas da liberdade. Medidas essas que, à laia dessa alteração, passado mais de ano e meio ainda duram, sabendo-se que as mesmas nem a suspeitos de homicídio ou pedofilia são aplicadas (prisão preventiva seguida de proibição de se ausentar da freguesia de residência).
Entretanto, prosseguiram as sessões, dezenas de pessoas a ser ouvidas diariamente, tudo mantendo a aparência da normalidade tecnocrática em que se discute o assessório esquecendo o essencial, chegando-se ao fim da audição de todas as partes, incluindo Ministério Público, aguardando-se portanto a respectiva marcação da sentença.
Já depois disso, os advogados ainda requerem a extinção das medidas de coacção restritivas da liberdade, iniciadas a 18 de Abril de 2007, portanto já fora do prazo legal para aplicação das mesmas, tendo o Colectivo de Juízes respondido que não, que não tinha alterado as medidas anteriores mas sim aplicado novas, e portanto o prazo tinha começado a contar novamente.
Ou seja, com esta visão dos prazos da justiça, um arguido cujo julgamento demore 20 anos, pode ficar esses 20 anos com medidas de coacção restritivas da liberdade, bastando para tal que de seis em seis meses um juiz altere uma das suas vertentes, por exemplo mudando consecutivamente apresentações periódicas de diárias para semanais, e vice-versa, para assim manter essa situação indeterminadamente. Pelo mesmo princípio bastará, talvez, mudar um preso de estabelecimento prisional, para assim começar a contar nova duração da sentença...
Em relação a prazos, não esquecer ainda aquilo que se passou no dia de entrada em vigor do novo CPP, em que várias centenas de detidos preventivos e não-preventivos foram libertados por todo o país, com a excepção de Mário Machado, com a desculpa que, apesar deste ainda não ter sido notificado da acusação - motivo legal para ser libertado - esta já estava terminada, talvez na gaveta da Procuradora Cândida Vilar.
Talvez assim se possam violar todos os prazos legais em vigor em Portugal, basta que, não cumprindo um prazo, se diga que está em tempo útil visto o documento apesar de não ter sido entregue já tinha sido terminado numa qualquer data anterior à escolha do freguês (desde que o "freguês" tenha ligações ao Governo, como tem a amiga pessoal do maçon Rui Pereira, Cândida Vilar, a Procuradora responsável por essa falha não-admitida pelo Supremo Tribunal de Lisboa).
Depois de tanta correria, de acusações fora de prazo, de 'habeas corpus' recusados, de procuradoras aos gritos pelos corredores do TIC, desabafando que "os nacionalistas têm de pagar por aquilo que o meu pai sofreu", de colectivos especiais e exclusivos, de acusações infundadas e atabalhoadas, de aplicação inédita de medidas de coacção, de recursos na Relação simplesmente ignorados ou respondidos com gozo, chegamos a Julho, com as férias judiciais à porta e o julgamento já terminado, esperando então a leitura do acordão da sentença, o que normalmente aconteceria até final desse mês.
Puro engano, pois haveria nova sessão a meio de Agosto - e uma perto do final desse mês, depois de dois meses de sessões contínuas, para informar sobre alterações substanciais, ou não, da acusação - e também para não esgotar o prazo de validade de 30 dias da prova.
E, nessa segunda sessão de Agosto, o colectivo exclusivo informa que a próxima sessão só em Setembro, dia 12, onde então será anunciada a data de leitura do acordão. Ou seja, desde que terminou efectivamente o julgamento - com a audição de três dezenas de arguidos, duas centenas de testemunhas, mais as alegações de cada um dos trinta advogados e procuradora - até à leitura da sentença passou-se mais tempo do que durou o próprio julgamento!
Qual era a pressa afinal? A pressa era a não libertação de Mário Machado, detido preventivamente por ser suspeito (tal como outros 35) do artigo 240º do CP, o crime que pune o pensamento diferente, não por ter agredido, assassinado, ou violado menor, apenas por pensar e exprimir opiniões diferentes das aceites pelos tribunais de um regime dito democrático. Não são injúrias, são pensamentos, não são ameaças, são opiniões, não são agressões, são escritos.
A isto se referiu Marinho Pinto, insuspeito de simpatizar com as ideias de Mário Machado, e que depois de uma visita de duas horas às masmorras da PJ afirmou publicamente "não existirem motivos para a prisão de Mário Machado", invocando ainda a motivação política dessa decisão, tal como tinha feito Pacheco Pereira ou Joaquim Letria, outros insuspeitos do crime de ser nacionalista. Tal como protestaram centenas de cidadãos, que se manifestaram publicamente contra aquela situação, sobre a qual o PNR fez um outdoor exigindo a libertação imediata dos nacionalistas detidos à ordem da Nova Inquisição.
É que Mário Machado, ao contrário de José Sócrates, não deu guarida a responsáveis de Genocídio como Robert Mugabe, nem recebeu em sua casa suspeitos da morte de milhares de pessoas, como tem feito o Governo Português ao receber e negociar directamente com ditadores africanos, asiáticos ou sul-americanos. Será que o Governo, tal a manifesta desorganização, não deve ser considerado uma organização e, portanto, não está sujeito ao crime inédito no Mundo Civilizado, o tal do artigo 240º, que prevê pena até 8 anos de prisão?
Chega-se então ao dia 12 de Setembro, em que o bronzeado colectivo exclusivo anuncia a leitura do acordão da sentença para o dia 3 de Outubro, ou seja três meses depois de terminado o julgamento propriamente dito, que durou apenas dois meses, um mega-recorde em mega-julgamentos (que normalmente duram 3 ou 4 anos, ou mais, como o caso Casa Pia) conseguido à custa dos nacionalistas.
Nesse acordão adivinha-se muita jurisprudência internacional, muita citação de direitos humanos e coisas do género, visto que em Portugal o racismo criminal é coisa rara, sendo apenas "caso pontual" em localidades como a Quinta da Fonte, Quinta do Mocho ou Cova da Moura. Mas esses, incluindo os elementos de etnia africana e cigana que participaram numa autêntica guerra racial, com tiroteio em plena rua e transmitido na TV, nunca se vão sentar no banco dos réus acusados daquele maldito crime, que é usado pelo aparelho de Estado para perseguir politicamente - com a máscara criminal - aqueles que têm ideias diferentes dos cinco partidos do sistema.
Nem sequer vão, porque já é tarde, passar um ano e meio na prisão, ou com pulseira electrónica, por "serem suspeitos" desse crime previsto e punido com pena de prisão até oito anos (menos três que uma tentativa homicídio - veja-se o valor da vida humana nesta localização geográfica), mesmo contra a recomendação da União Europeia de, nos países onde ainda existir esse crime, reduzir para uma pena máxima de três anos!
É assim que, no final, os doutos representantes da Justiça Democrática, e seus acólitos, dirão que "se fez Justiça!", apesar da injustiça seguir cega desde o primeiro dia, no dia em que 60 pessoas, homens, mulheres e crianças, viram os seus domicílios invadidos e violados por agentes da Polícia Política que procuravam "livros, autocolantes e folhetos", e já agora uma arma se tiver por aí, que dá sempre jeito para a fotografia e o cabecilha do processo agradece.
Rui Pereira, enquanto director do SIS e do OSCOT, publicou um relatório onde dizia que «as dificuldades económicas que Portugal atravessa favorecem o discurso dos movimentos nacionalistas». Pelos vistos chegou a hora de pagar por esse "crime"!
1974 - Qualquer semelhança com a actualidade (não) é mera coincidência...
«Essa "associação de malfeitores", termos consignados nos mandatos de captura, preparava-se, fria e determinantemente, para reinstituir o crime, o latrocínio, o assassínio (...) desejaríamos que a lista com os nomes dos cidadãos a abater pelos fascistas fosse tornada pública.» in Diário Popular 3/10/74» - Ler aqui no Prisões de Abril, a propósito do actual processo a decorrer em Monsanto: «Eu pretendo, tu pretendes, ele pretende...»
«Muitas das prisões efectuadas depois de 25ABR74, e de que agora há queixas, foram ordenadas e efectuadas pelo Comando Operacional do Continente (COPCON). Porém, algumas delas a pedido de outras entidades, a saber, do Serviço Director e Coordenador da Informação (SDCI), do Serviço de Coordenação da Extinção da PIDE/DGS e LP, da Comissão ad hoc para o "28 de Setembro", da Comissão de Inquérito ao "11 de Março", do Gabinete do Primeiro Ministro, do Gabinete do Almirante Rosa Coutinho.
Salvo quanto aos pedidos de detenção formulados pelo Serviço de Coordenação da Extinção da PIDE/DGS e LP, que já constavam de mandado de captura e que o COPCON se limitava a executar, era o COPCON que emitia o mandado, assinado pelo Adjunto do Comandante, mais tarde Comandante
Está averiguado que esta entidade assinou em branco muitos impressos de mandados de captura, alguns dos quais saíram assim do COPCON. Em grande parte das prisões, o motivo invocado foi a suspeita de o detido pertencer a uma associação de malfeitores - art. 263.º do Código Penal - construção jurídica que levantou justificados reparos, sendo certo que com ela se pretendeu formalizar a prisão de pessoas sem culpa formada». (Página 11 do Relatório da Comissão de Averiguação de Violências sobre presos sujeitos às Autoridades Militares -1976)»
Fonte: http://abrilprisoesmil.googlepages.com/
Um ano de perseguição "política e ideológica"
Faz hoje um ano que duas centenas de agentes da PJ e DCCB entraram nos domicílios de 50 pessoas à procura de livros, camisolas e autocolantes. Pelo caminho encontraram umas dez armas de fogo, outros tantos punhais e espadas de colecção, e os respectivos computadores pessoais ou profissionais. Doze dessas pessoas foram detidas pela Procuradora do Ministério Público. Presentes ao Tribunal de Instrução Criminal, um deles ficou em prisão preventiva, três em prisão domiciliária, os restantes com apresentações diárias ou semanais às autoridades. Não havia suspeitos de homicidios, violadores ou pedófilos, eram todos suspeitos de "discriminação racial ou religiosa". No julgamento que teve início em 8 de Abril, o chefe da investigação, Pedro Prata, teve oportunidade de opinar sobre aquilo que considera "criminalidade política e ideológica". O Director Nacional Adjunto da DCCB, Luís Neves, depois de várias horas a teorizar sobre o assunto e sobre "o perigo da extrema-direita", quando perguntado pelo Juiz João Felgar sobre se conhecia "actos concretos de discriminação racial, ou sua preparação", respondeu "não me recordo...". Era o Director Nacional Adjunto, que soube explicar actividades e datas de manifestações, mas não sabia de nenhum acto concreto de discriminação racial.
Prisões do Soviético Abril
No tribunal soviético, não há recurso para a demonstração da verdade.
Na Rússia, a técnica da inquirição judicial baseia-se no princípio da confissão e do arrependimento do acusado.
Á pergunta do acusado:
- De que me acusam?
Invariavelmente se responde:
- Não to diremos; tu próprio é que deves confessar o teu crime, acusa-te e arrepende-te.
ANEDOTA:
Os habitantes do Cáucaso falam de uma lebre que fugiu da Rússia Soviética. O animal, depois de atravessar a Pérsia, não pára senão no deserto próximo de Kermansciah.
- Porque fugiste? – Pergunta-lhe o chacal
- Porque lá castram os camelos.
- Mas tu és uma lebre!
- Pouco importa. Apanham-te, castram-te e depois... prova lá que não és um camelo. Fonte
É o que se passa neste processo. E a Justiça nunca será alcançada, pois todos os arguidos - mas sobretudo os que foram vítimas de medidas de coacção - já passaram pelo menos um ano de sofrimento, mais os que hão-de vir. Não se poderá nunca falar de Justiça porque a injustiça já foi cometida, logo em Abril de 2007, quando duas centenas de agentes da PJ irromperam pela casa de 50 pessoas à procura de livros, camisolas e folhetos. Um deles ficou na prisão, a aguardar julgamento, enquanto violadores, assassinos e pedófilos, circulavam nas ruas com um sorriso, igualmente a aguardar por esse momento. Um ano de prisão - até ver - para se discutir se as actividades, escritos e opiniões, são «discriminação racial», ou não. Não se trata de ataques a negros em bandos de 500, nem de homicídios na Cova da Iria, nem de viagens de comboio na Linha de Cascais. O que nunca será alvo de discussão idêntica serão os inúmeros assassinatos cometidos por gangs de negros contra inocentes cidadãos brancos. E dizer isto (talvez) seja crime, ou continuação da actividade criminosa, o que é triste, sobretudo numa auto-denominada democracia. Talvez seja a anteriormente falada democracia de cariz soviético, talvez só...
«Mário Machado está preso há mais de um ano sem situações que possam justificar decisão», afirmou Marinho Pinto
O advogado de Mário Machado, José Manuel Castro, diz que a prisão do líder de extrema-direita, Mário Machado, parece ter «motivos políticos». O advogado de Mário de Machado diz subscrever as declarações que Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados, prestou à saída da prisão, «no que concerne as preocupações sobre este tipo de processo numa república e democracia saudável». Marinho Pinto visitou hoje Mário Machado na Gomes Freire, em Lisboa, onde este se encontra preso preventivamente a aguardar julgamento pelo crime de discriminação racial. O bastonário da Ordem dos Advogados considerou que o líder de extrema-direita é vítima de «fundamentalismo justiceiro» e que «o direito criminal foi longe demais». «Mário Machado está preso há mais de um ano sem situações que possam justificar decisão», afirmou Marinho Pinto à imprensa, quando abandonou as instalações da Gomes Freire. «Acho que, numa democracia, não há lugar para processos pouco claros», disse José Manuel Castro. «Poucos ou nenhuns factos justificam a manutenção da prisão, parece que é uma prisão por motivos políticos». http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=87087 Vídeo: http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=336594&tema=27
As poucas pessoas que vão contra o politicamente correcto em Portugal
«Mário Machado está preso há mais de um ano sem situações que possam justificar decisão» - Marinho Pinto
«enquanto se libertavam assassinos, violadores e pedófilos por via da entrada em vigor do novo Código de Processo Penal viam as suas detenções prolongadas de modo arbitrário, sendo assim privados de quaisquer direitos, liberdades e garantias» - Pinto-Coelho
«A instrução do processo de Mário Machado, o líder dos Hammerskins, e a sua prisão preventiva há cerca de um ano, mostra que há presos politicos em Portugal, além de outros que estão muito bem presos e de alguns que são vítimas de injustiças.» - Joaquim Letria
«Tudo na longa manutenção de prisão preventiva de Mário Machado é estranho e aponta para razões puramente políticas, o que é inadmissível numa democracia.» - Pacheco Pereira
Aproxima-se o início do julgamento
Falta menos de um mês para o início do julgamento. "Violência", "dezenas de crimes", "racismo", "pretendiam", "nazis", "minorias". Tudo junto, e bem espremido, não dá para nada, excepto para fingir que existe justiça neste paraíso socialista e para encher páginas de jornais. Se o Mário Machado fosse condenado à pena máxima por todos os crimes que efectivamente está acusado, apanhava dois anos. Sendo nacionalista, veremos. Acusado, em autoria material, de três crimes: Um crime de detenção ilegal de arma e dois crimes de ameaça. O resto e m fantástica co-autoria, mas das quais foi o único a ficar em prisão preventiva. Para a próxima já sabe, nada de fazer manifestações, porque quem se mete com o PS leva!
Estatuto processual
«(...)Com efeito, os arguidos, praticaram tais factos com vista a criar, como criaram, um ambiente de medo, de intimidação, e de perturbação da ordem e da tranquilidade públicas. Tais crimes geram forte alarme social e colocam os ofendidos numa situação de profunda desprotecção, sendo manifesto o perigo de continuação da actividade criminosa, conforme decorre das agressões praticadas no âmbito do inquérito xx/xx.xxxxxx e do teor do blog "Prisões de Abril", cujo teor aqui se dá por reproduzido. Acresce que a natureza dos ilícitos indiciados, a actuação reiterada dos arguidos, os quais provocam situações de tensão racial revelam personalidades determinadas à prática de crimes, com manifesto desprezo pelas consequências gravosas que provocam nas vítimas.(...)» - Retirado do Estatuto Processual, página 9693 do processo, assinado pela Procuradora Cândida Vilar a 14 de Setembro de 2007, documento de duas páginas usado para "justificar" a aplicação de medidas de coacção.
Sobre o qual deixamos estas pequenas notas:
1. Neste processo não existem vítimas, nem sequer ofendidos ou queixosos, de discriminação racial.
2. A corrupção e a pedofilia geram alarme social mas não existe nenhum pedófilo ou corrupto preso preventivamente, apesar de não faltarem processos e suspeitos desses crimes, conforme se poderá verificar neste blog.
3. O inquérito referido (xx/xx.xxxxxx) já estava, naquela altura, arquivado pelo próprio Ministério Público e nem sequer dizia respeito a nenhum arguido neste processo.
4. Para se ter uma ideia do calibre do processo, este blog é considerado "continuação da actividade criminosa"! Ou seja, nós podemos ser difamados e acusados em qualquer página de jornal, com artigos mentirosos e claramente encomendados, mas esboçar uma simples argumentação - ou seja escrever num blogue, já que não temos acesso a qualquer outro meio por não termos cunhas ou amigalhaços nos jornais, e por nos ter sido negado o direito de defesa na abertura de instrução - é considerado "actividade criminosa".
5. A partir daquela altura, e até hoje, as medidas de coaccão têm sido mantidas com o argumento de que "nada se alterou", apesar de entretanto já ter sido recolhida a prova, deduzida acusação, despronunciados arguidos, desapensados processos, desmentidas acusações, explicadas situações, etc., etc., etc..
Rui Marques diz que não há xenofobia em Portugal
«O alto comissário para a Imigração e Diálogo Intercultural, Rui Marques, garantiu que Portugal não registou “nenhuma reacção xenófoba séria” desde o especial incremento da imigração, nos anos 90. “Não houve nestes anos nenhuma reacção contra os estrangeiros”, congratulou-se Rui Marques, ao revelar que já existem no país 71 centros locais de apoio à integração dos imigrantes, que “servem para criar laços” entre estes e as comunidades que os acolhem. O responsável interveio após visita às instalações do Centro de Apoio à Integração dos Imigrantes da Lousã, onde residem 2500 imigrantes de 30 nacionalidades, cerca de15%da população do concelho e três vezes a média nacional, que ronda os 5%.» - Jornal Global de 29 de Janeiro de 2008.
Pergunta: Então se não há nenhuma reacção xenófoba séria desde os anos 90, nem nenhuma reacção contra estrangeiros, porque se usa essa desculpa para meter uma pessoa na cadeia, mais três com pulseira electrónica, mais seis com apresentações, e trinta com termo de identidade e residência?
Eu pretendo, tu pretendes, ele pretende...
«O Fórum Nacional visava divulgar propaganda nazi, racista e xenófoba e apelar à prática de agressões contra minorias étnicas, membros de correntes político - ideológicas anti racistas e homossexuais que os Skinheads neonazis pretendiam concretizar com vista à sua admissão na Hammerskin Nation.»
É este o tipo de acusações que o Ministério Público imputa aos arguidos do chamado "processo dos skins" para justificar a pronúncia pelo artigo 240º, referente à fundação ou constituição de organização ou propaganda organizada que incite à discriminação, ao ódio ou à violência racial. Organização que enquadre nesse preceito não existe, nem nunca existiu, mas é curioso o tipo de argumentação de um orgão que, teoricamente, é Público. Ou seja, o Ministério Público devia defender o interesse público, a verdade e a justiça, e não entrar em jogos políticos sujos, mentirosos, e fazer fretes a certo tipo de gente.
"O Fórum visava divulgar propaganda nazi, racista e xenófoba" - Senhores Procuradores, para se divulgar propaganda não se criam fóruns, onde qualquer pessoa se pode registar e cada um pode escrever o que lhe apetecer. Um fórum, tal como o nome indica, serve essencialmente para discutir e trocar opiniões, portanto não visa divulgar propaganda, apesar da mesma poder ser lá feita, e tal ser protegido pela Constituição, se é que isso interessa para alguma coisa...
"apelar à prática de agressões contra minorias étnicas" - Senhores Procuradores, para se cometer agressões não é necessário criar sites ou fazer apelos na internet, mas nunca houve apelos nenhuns para a prática de agressões contra minorias étnicas. De qualquer forma, o fórum foi criado em 2004, estamos em 2007 e não apresentam nenhum exemplo dessas "agressões contra minorias étnicas", portanto das duas uma: ou os frequentadores são muito incompetentes ou quem afirma tal coisa mente descaradamente. Os únicos casos conhecidos de queixas por agressões alegadamente racistas são imputados a agentes das forças de segurança. Pretende o Ministério Público acusar judicialmente a polícia como organização racista?
"membros de correntes político - ideológicas anti racistas e homossexuais" - Senhores Procuradores, não existem correntes político - ideológicas anti racistas e homossexuais. Existem comunistas, capitalistas, socialistas, etc., mas anti-racistas e/ou homossexuais não. De resto o nosso desprezo vai por igual para todas elas, não para uma ou duas em particular...
Mas agora vem a melhor parte: "que os skinheades pretendiam concretizar" - Ou seja, o Ministério Público admite, de forma inequívoca, que isto se trata de um processo de intenções. Não concretizaram mas pretendiam concretizar, não agrediram mas pretendiam agredir, não mataram mas pretendiam matar. Em última análise, não fizeram nada, mas pretendiam fazer qualquer coisa.
É disto que se trata neste processo. Um inquérito iniciado em 2004, periodo durante o qual o MP procurou as tais "agresssões a minorias étnicas". Não havendo, aguardou-se, mas chegou-se a 2007 e continuava sem haver nada. Então avança-se para a "organização e propaganda", que apesar de teoricamente protegida pela Constituição, é terrível. Não se trata de violência ou mortes, é mera política e ideologia, e o resto são migalhas para adornar a coisa.
O mais grave é meter-se pessoas na prisão por causa disto. Andam pedófilos na rua, assassinos a monte, violadores à solta, e metem-se "suspeitos de fazer propaganda" a aguardar julgamento em prisão preventiva! E triste é haver conformados e quem afirme que existe justiça e liberdade neste país...
Joaquim Letria, sobre Mário Machado
«A instrução do processo de Mário Machado, o líder dos Hammerskins, e a sua prisão preventiva há cerca de uma ano, mostra que há presos politicos em Portugal, além de outros que estão muito bem presos e de alguns que são vítimas de injustiças.
Tenho experiências pessoais suficientes, num tempo e noutro, para poder dizer que entre alguma justiça da ditadura e certas situações desta chamada democracia, que venha o diabo e escolha.
Foi para não acontecer o que acontece que houve em Portugal quem tenha resistido meio século ao fascismo e, depois, quem tenha aproveitado a quartelada para tentar construir uma sociedade mais justa, alicerçada num Estado de direito.
Não preciso de dizer que não tenho a menor simpatia pelas ideias do líder dos neo-nazis portugueses. Mas foi para ele poder existir, e ter as suas ideias, que houve quem tentasse fazer uma revolução. A Liberdade, Igualdade e Fraternidade não se defendem com ilegalidades grosseiras nem podem depender de carcereiros.
Manter Mário Machado preso, alicerçar em provas discutíveis acusações duvidosas e condená-lo só porque tem as ideias que professa é injusto e muito perigoso.»
Jornal «24 Horas» de 14.11.2007
A campanha contra o PNR continua
A comunicação social descarada... mente!
Recomeçou a ofensiva mediática com vista a justificar, aos olhos dos cidadãos, a operação iniciada contra os nacionalistas. Apresentam-se "notícias" manipuladoras para pré-condenar os arguidos na opinião pública e assim fazer avançar um processo sobre o qual não há ilustres representantes da Ordem dos Advogados na TV a clamar por direitos, liberdades e garantias. Neste caso não existem "inocentes até prova em contrário", não existem "mais direitos para os arguidos consagrados no novo CPP", nem existem as reiteradas exigências de que se "faça justiça" ou que se "deixe a justiça funcionar". Direitos não existem e a condenação está feita na comunicação social. Senão vejamos:
- Ao contrário do anunciado ou sugerido pela comunicação social, da busca e revista efectuada em Abril de 2007 a Mário Machado não resultou a apreensão de qualquer arma.
- As imagens de Mário Machado que são usadas para ilustrar essas "notícias" referem-se a um caso já transitado em julgado, relacionado com a arma exibida na RTP, e que portanto nada tem a ver com este processo.
- Em relação aos homicidas de polícias ou violadores de crianças citados noutras peças são apresentadas simples fotografias, ou reconstituições animadas do suposto crime, ou é reconhecida a presunção de inocência ou o "andamento normal da justiça" para justificar a não tomada de medidas especiais nos seus casos.
- Mário Machado é diversas vezes apresentado como o "skinhead violento envolvido na morte de Alcindo Monteiro", o que é um absurdo e uma mentira repetida mil vezes. Senhores jornalistas, usem a cabeça - se vos deixarem - porque ninguém "envolvido num homicídio" é condenado a apenas dois anos de prisão, como aconteceu com Mário Machado nesse caso de 1995. Aprendam isto de uma vez por todas: Mário Machado não esteve sequer no local onde foi assassinado Alcindo Monteiro!
- Fala-se em minorias étnicas, em discriminação racial, em armas, em agressões, tentando criar na opinião pública a imagem de que existe uma ligação entre essas supostas agressões e algum membro dessas chamadas minorias, mas nenhum dos detidos é acusado de agredir nenhuma vítima de outra raça, etnia, ou religião.
- A alegada "discriminação racial", citada pela acusação e da qual os suspeitos são arguidos desde 2004, surge por via das manifestações públicas, das centenas de livros e revistas apreendidos, e de citações de opiniões dos arguidos.
- Na impossibilidade de apresentar agressões a elementos dessas minorias juntou-se num processo arguidos acusados de crimes diversos, com maior ou menor gravidade, mas sem relação uns com os outros ou com a tal "discriminação racial".
- Ao contrário do que se possa pensar, Maria José Nogueira Pinto, que sugeriu expulsar os chineses da Baixa e criar um gueto na zona do Martim Moniz, não é arguida nem surge na acusação.
A democracia, oh democracia...
«Temos um interessante critério político na "pressa" em evitar a saída de alguns presos preventivos. Alguém, pressuroso, informou os órgãos de comunicação social que o país pode estar calmo: saíram ou vão sair acusados de assassinatos, violações, etc., mas não será libertado Mário Machado, o dirigente dos skinheads, que é acusado de incitar ao ódio racial, algo que em países genuinamente liberais não é crime, nem sequer delito de opinião. Tudo na longa manutenção de prisão preventiva de Mário Machado é estranho e aponta para razões puramente políticas, o que é inadmissível numa democracia.» - José Pacheco Pereira, 17/09/2007
Às 00h do dia 15 de Setembro, quando entrou em vigor a nova Lei que aprova as alterações no Código de Processo Penal, Mário Machado estava preso há 5 meses, portanto um mês além do prazo previsto. Entretanto, durante a tarde de Sábado, já depois da entrada em vigor dessa Lei, um funcionário apresentou-se com uma acusação. Fantástico, até podia estar na gaveta há 3 meses, para deixar Mário Machado apodrecer na prisão, mas no Sábado, miraculosamente, apareceu pela mão de um representante do Estado. Já para assassinos, violadores, pedófilos, não houve tempo ou vontade de fazer o mesmo. É a chamada Democracia de Vontades, ou o Socialismo Moderno, como se quiser, uma Democracia Representativa é que não, porque a maioria dos cidadãos certamente preferia dar prioridade aos casos de violação, homicídio, ou pedofilia, em vez da alegada «discriminação racial ou religiosa».
PS: no meio de tantas declarações e apelos quem ainda não se pronunciou foi Rui Pereira, afinal um dos principais responsáveis por este novo CPP e que tantas vezes se referiu publicamente àquilo que chama "extrema-direita".
A polícia e o MP
Num país em que as queixas sobre a actuação da polícia são frequentes, cabe-nos dizer que não temos razão de queixa em relação a nenhum dos agentes de segurança com quem temos contactado desde 18 de Abril. Fomos sempre bem tratados, desde os agentes da PSP aos guardas prisionais e inspectores da PJ.
O mesmo não se pode dizer do Ministério Público, pelo contrário, claramente empenhado neste processo apenas pelos seus contornos políticos, nada mais, não se percebendo a mando de quem ou ao serviço do quê. Da Verdade e da Justiça não é!
PS: Imparcialidade, manipulação, mentiras, imprecisões, ódio político, discriminação, alegações não factuais, adjectivação primária, falsidades, julgamento de intenções, e sobretudo muita política e filosofia, são a base deste processo político. Chega-se ao ponto de acusar pessoas casadas com candidatos da CDU de ódio patológico a partidos de esquerda! Alguém falou em Inquisição?!
PS2: Mas a culpa também é nossa por não termos acatado o aviso: "quem se mete com o PS leva!"
Militantes da extrema-esquerda atacam empresário no Algarve

Algumas dezenas de militantes da extrema-esquerda, denominados «activistas» pela comunicação social, invadiram e destruíram um campo de milho no Algarve, único sustento do seu proprietário.
Os alegados criminosos foram convidados a abandonar o local pela GNR e desta vez não houve direito a pedras, cocktails molotof nem very-lights, apenas as caras tapadas do costume, quais terroristas da ETA.
Apresentaram-se, desta vez, como fazendo parte de um denominado grupo Eufémia Verde, lembrando que Catarina pode também ser travestida - póstumamente - com a cor dos Verdes.
Entretanto gerou-se uma discussão pública sobre o assunto com diversos ratos de esgoto - vulgo personalidades - a «mostrar indignação» com o sucedido. Não se trata de aproveitamento político, não senhor, é um sincero pedido de justiça.
Só que nenhum deles se «indignou» quando em Abril de 2007 precisamente os mesmos fulanos - acompanhados da respectiva escumalha galega - tentaram atacar a Sede do PNR e pelo meio destruíram lojas e agrediram polícias. É a chamada eco-desobediência civil. Em Abril procuravam cenouras, desta vez foi o milho, houvesse erva e também marchava.
Confira o vídeo sobre o ataque ao PNR nesta ligação:
http://prisoesdeabril.blogspot.com/2007/07/violncia.html
São também os mesmos que desde o ano de 2002 fazem reiteradas ameaças públicas de violência aos dirigentes e militantes do PNR, através de fóruns e blogues denominados «antifascistas», onde publicam fotos e dados pessoais dos mesmos.
Claro que em relação a estes não há «democratas» a exigir encerramentos de sites, nem mega-investigações, nem mega-operações, nem mega-processos.
Talvez um dia quando nesta localidade geográfica chamada Portugal existir alguma coisa que se assemelhe a Justiça se fale no assunto, até lá...